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Thief Simulator VR é um jogo de realidade virtual do estúdio polonês GameBoom VR, lançado em 2022 para o visor Meta Quest. Ele adapta Thief Simulator, jogo de computador de 2018 feito pelo estúdio Noble Muffins, que se joga com mouse e teclado numa tela comum.
Na versão de computador, o furto é uma sequência de cliques. No visor, cada passo vira gesto: você se agacha com os próprios joelhos, estica o braço para destrancar a janela e segura a lanterna numa mão enquanto a outra revira o armário.
O ciclo começa num esconderijo, um barracão de fundo de quintal onde ficam as ferramentas e chegam as encomendas. Cada trabalho aponta uma casa do bairro e, às vezes, um objeto específico que alguém quer comprar.
Antes de qualquer porta, vem a vigília. Da calçada, você observa o morador e o caderno do jogo registra quando ele sai, quando volta, quando apaga as luzes e se há cachorro no quintal.
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Em Thief Simulator VR, o furto começa na calçada, com o caderno aberto, muito antes de a primeira gaveta ranger.
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Sem as anotações, você entra às cegas. Com elas, escolhe a janela de tempo em que a casa fica vazia, ou a hora em que o dono já dorme no quarto dos fundos.
A fechadura é um minijogo de pulso. Você encaixa a gazua e gira o pulso com cuidado, procurando o ponto em que o pino cede. A pressa atrapalha, e o tempo parado na porta é tempo exposto para quem passa na rua ou olha da janela vizinha.
As ferramentas sobem de nível com o progresso. A gazua abre fechaduras simples, e a loja do esconderijo libera equipamentos melhores à medida que o seu ladrão ganha experiência e dinheiro.
Dentro da casa, o barulho manda. Correr, derrubar um vaso ou quebrar um vidro acorda quem está deitado, e o vizinho atento pode chamar a polícia. Quando a sirene aparece, a única opção é largar o que pesa e fugir pelo quintal.
A mochila tem limite. Objeto pequeno vai no ombro; televisão, micro-ondas e computador de mesa vão nos braços até a van estacionada na esquina, numa caminhada lenta e tensa pelo corredor.
De volta ao esconderijo, o lote vira dinheiro na venda, e o dinheiro compra a ferramenta da próxima casa. O jogo inteiro gira nesse circuito de vigiar, entrar, carregar e vender, e cada volta deixa o bairro um pouco mais conhecido e o seu ladrão um pouco mais ousado.
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