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A fachada do arranha-céu não perdoa pegada torta.
The Climb 2 é um jogo de escalada em realidade virtual do estúdio alemão Crytek, lançado em 4 de março de 2021 para a linha Quest, sequência de The Climb, de 2016, e a novidade da vez é a cidade: pela primeira vez a série troca o paredão de montanha por fachada de arranha-céu.
O estúdio fica em Frankfurt e é a casa do CryEngine, o motor gráfico que ela usa desde a série Crysis. A escalada é a vitrine mais direta desse motor dentro do visor sem cabo, com rocha, ferrugem e concreto que reagem à luz do horário escolhido.
O primeiro jogo nasceu para visor de computador e tinha só paredão natural. A sequência mantém o canyon, os Alpes e a baía, e acrescenta o cenário urbano com prédio em obra, andaime, cano de ventilação e guindaste balançando no topo.
A mecânica de força é o coração da experiência. Cada mão gasta uma reserva enquanto sustenta o peso, a reserva se esgota mais rápido em agarre ruim, e quem sobe sem calcular a pausa cai antes da metade da fachada.
O magnésio é o alívio. Sacudir o braço no ar recarrega a mão que está livre, e o jogo obriga você a escolher o instante certo, porque a mão que está segurando continua consumindo enquanto a outra descansa.
Cada rota tem caminhos alternativos. Existe a linha óbvia, que sobe reto e cansa, e existe a passagem lateral pelo andaime, mais longa em distância e mais barata em força, que só aparece pra quem olha em volta antes de subir.
Existem quatro modos de dificuldade. O primeiro deixa você subir sem gastar força nenhuma, para conhecer o cenário; o último tira quase toda a ajuda visual e cobra pegada exata em cada agarre.
O jogo cronometra tudo. Cada rota tem tabela de tempos, fantasma de outro jogador subindo ao lado e medalha por trajeto limpo, o que transforma uma escalada de doze minutos em tentativa de sete depois de três repetições.
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A pedra perdoa a pegada torta; o concreto do arranha-céu avisa com um rangido e solta a mão.
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Existe material espalhado pela parede. Adesivos, pinturas escondidas e atalhos que só se acham desviando da linha principal, e a maioria dos jogadores passa reto na primeira subida e volta depois para caçar.
As opções de conforto salvam a sessão de quem enjoa. Dá para ligar o escurecimento das bordas durante o movimento, reduzir a rotação livre e escalar sentado, e é o tipo de ajuste que se faz antes de começar, não no meio da fachada.
O jogo se joga com os dois braços no ar, sem locomoção por analógico. Você não anda: você alcança, segura, solta e alcança de novo, e o cansaço que aparece na sessão é cansaço de músculo, não de dedo em botão.
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