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Sushi Ben põe nas suas mãos um restaurante de anime para salvar

Pescar no cais, arriscar a garra do fliperama e lotar o balcão de um sushiman endividado: uma vila inteira melhora a cada dia que você joga.

Balcão de sushi com vara de pescar e lanternas de papel.

O balcão espera o peixe do dia

▼
 

Em 2012, Michael Norton, Daniel Mochon e Dan Ariely publicaram no Journal of Consumer Psychology um estudo com caixas de arrumação da IKEA. Quem montou a própria caixa aceitou pagar 63% a mais por ela do que pagava pela mesma peça entregue pronta.

Os autores chamaram o resultado de efeito IKEA. O esforço gasto numa peça aumenta o valor enxergado por quem trabalhou nela, mesmo quando a montagem fica torta.

Os três testaram também dobraduras de papel. Os voluntários faziam um sapo ou um grou de origami e davam ao próprio trabalho, amassado e desigual, um preço próximo do que davam às peças dobradas por especialistas.

Os jogos aconchegantes vivem desse efeito. Ninguém guarda na memória o inimigo vencido numa tarde tranquila; guarda a casa arrumada, a horta plantada, o balcão que voltou a encher. A lembrança fica presa ao que a mão construiu.

O jogo desta edição transforma o efeito IKEA num bairro inteiro. Você coloca o visor e está numa rua estreita de uma vila japonesa, com lanternas de papel penduradas e um letreiro desbotado na esquina.

Lá dentro, um sushiman (o cozinheiro de sushi) de avental olha para o salão vazio. As dívidas rondam a porta, e o restaurante fecha se ninguém aparecer para comer.

Você pega a vara no cais, puxa o primeiro peixe, entrega no balcão e recebe o primeiro cliente. Ele come, sorri, sai, e volta depois com um amigo.

No fliperama do quarteirão, a garra metálica desce, aperta um bichinho de pelúcia e sobe tremendo. Você prende a respiração até o prêmio cair na portinhola, e ri sozinho na sala de casa.

Quem criou a vila, por que as noites passam rápido dentro dela e quanto custa abrir a porta do restaurante estão nas três partes a seguir, começando pelo estúdio que desenhou o bairro.

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Quem banca a edição de hoje

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I  O Jogo do Dia

O balcão vazio de Ben

Sushi Ben é um jogo de aventura em realidade virtual do estúdio Big Brane Studios, lançado em 2024 para os visores Quest, da Meta, e para PC com visor pela Steam. O nome vem do dono do restaurante da vila, Ben, um sushiman de mão boa e caixa vazio.

Você chega à vila como forasteiro e acaba contratado como ajudante. A missão é simples de dizer e longa de cumprir: trazer clientes, servir os pratos e juntar dinheiro até o restaurante quitar o que deve.

O traço é de anime (a animação japonesa de olhos grandes e cores chapadas). Os moradores aparecem desenhados como figuras recortadas, e as conversas surgem em quadros de mangá (a história em quadrinhos japonesa) que flutuam no ar diante dos seus olhos.

O humor vem da vizinhança. Cada morador tem uma mania exagerada, e as cenas em quadrinhos interrompem a rotina com piadas curtas, sempre puxando você para uma tarefa nova da vila.

Em Sushi Ben, cada peixe puxado do mar vira prato no balcão, e cada prato servido traz um cliente novo para salvar o restaurante.

O dia se divide em tarefas pequenas. De manhã, o cais espera a vara de pescar; à tarde, o balcão pede pratos entregues no capricho; à noite, a vila abre o fliperama e as barracas de jogos, e nenhuma delas cobra pressa.

A pesca usa o braço inteiro. Você lança a linha com um gesto de punho, espera a boia afundar e puxa na hora certa, girando a carretilha (o molinete que enrola a linha) com a outra mão.

A máquina de garra é a outra estrela. Você move o braço mecânico com a alavanca, mede o alcance olhando de lado, porque a profundidade em realidade virtual é real, e solta o botão quando achar que acertou.

Os prêmios da máquina e os objetos ganhos nos minigames (jogos curtos dentro do jogo maior) decoram o restaurante e a vila, e o bairro muda de cara conforme você avança.

O restaurante também cresce. Com o dinheiro dos clientes, Ben reforma o salão, troca a louça e amplia o cardápio, e cada melhoria aparece na tela no dia seguinte, com mesas novas e mais gente esperando na porta.

A história tem fim. O destino do restaurante de Ben se decide na última parte da campanha, e esta edição guarda o desfecho para quem servir o último prato; o caminho até lá é todo feito de tarefas da vila.

 
 

II  Por Que Vale a Noite

Um bairro arrumado pelas suas mãos

A noite rende porque cada tarefa pequena deixa marca visível na vila, e o bairro inteiro guarda o que suas mãos fizeram.

“Dize-me o que comes, e te direi quem és”, escreveu o francês Jean Anthelme Brillat-Savarin no livro A Fisiologia do Gosto, de 1825.

Sushi Ben leva a frase para o outro lado do balcão. Aqui, quem você é aparece no que serve: o peixe que pescou, o prato que entregou, o cliente que voltou.

O primeiro prazer é o efeito IKEA de Norton, Mochon e Ariely em escala de bairro. O restaurante não chega pronto, e cada cliente conquistado pesa mais porque foi você quem trouxe.

O segundo é a pesca. A espera pela boia é calma, quase de meditação, e o puxão final acorda o corpo; poucas atividades em realidade virtual alternam tão bem pausa e susto.

O terceiro é a máquina de garra. Ela devolve um prazer de infância, a fila do fliperama, com a vantagem de nunca engolir moeda de verdade.

O quarto é o humor. A vila é cheia de figuras exageradas, e as piadas chegam sem pressa, no ritmo de quem passa a tarde conversando no balcão.

O quinto é o ritmo leve. Não há demônio nem tiro, e o jogo aceita sessões sentado ou de pé parado, o que poupa o braço e o estômago de quem enjoa fácil.

O sexto é a sensação de lugar. Andar pela rua estreita, ouvir o mar perto do cais e ver as lanternas acenderem ao entardecer dá a impressão de passar férias no Japão sem sair da sala.

O sétimo é a convivência. Os moradores lembram do que você fez por eles, cumprimentam na rua e aparecem no restaurante para jantar, e a vila deixa de ser cenário para virar vizinhança.

A primeira ressalva é a repetição. As tarefas do restaurante voltam todo dia com poucas variações, e quem busca desafio duro pode achar a metade da campanha arrastada.

A segunda ressalva é o público. O tom é de comédia leve e o jogo mira a família, então quem procura tensão vai sentir falta de perigo.

A terceira ressalva é a própria garra, que às vezes frustra como a de verdade: o bichinho escorrega no último segundo, e só a paciência resolve.

Vencidas as três ressalvas, sobra o efeito IKEA trabalhando a seu favor: o restaurante cheio no fim da campanha parece seu, porque cada cadeira ocupada custou uma pescaria.

 

Quem banca a edição de hoje

Blu Dot surpasses 2,000% ROAS with self-serve CTV ads

Home furniture brand Blu Dot blew up on CTV with help from Roku Ads Manager. Here’s how:

After a test campaign reached 211,000 households and achieved 1,010% ROAS, the brand went all in to promote its annual sales event. It removed age and income constraints to expand reach and shifted budget to custom audiences and retargeting, where intent was strongest.

The results speak for themselves. As Blu Dot increased their investment by 10x, ROAS jumped to 2,308% and more page-view conversions surpassed 50,000.

“For CTV campaigns, Roku has been a top performer,” said Claire Folkestad, Paid Media Strategist, Blu Dot. “Comping to our other platforms, we have seen really strong ROAS… and highly efficient CPMs, lower than any other CTV partner we've worked with.”

Using Roku Ads Manager, the campaign moved from a pilot to a permanent performance engine for the brand.

Patrocinadores mantêm a edição gratuita

 
 
 

III  Preço e Duração

Uma vara, uma garra e um balcão

Na loja: Meta Quest e Steam.

No modo: campanha solo.

Na sessão: um dia da vila por vez.

No aparelho: Quest e PC com visor.

No espaço: sentado ou de pé.

1

Pesque cedo em cada dia do jogo, porque o peixe fresco abre o balcão.

2

Na máquina de garra, olhe de lado antes de soltar o botão para medir o alcance.

3

Converse com os moradores sempre que surgir um quadro de mangá, porque as missões da vila nascem ali.

4

Faça pausas curtas entre os dias: a vila espera parada no ponto em que você saiu.

A compra é única, sem assinatura, e o preço na loja da Meta costuma ficar na faixa de US$ 25, com variação pelo câmbio e pelas promoções sazonais.

A campanha rende várias noites de sessões curtas, e o progresso fica salvo a cada dia da vila, então dá para parar depois de uma pescaria e retomar no balcão.

O aparelho é o gasto maior. Um Quest 3S de 128 GB tem etiqueta de US$ 299 nos Estados Unidos, a Meta não vende oficialmente no Brasil, e a importação cobra 60% de imposto federal mais o ICMS do seu estado.

Para quem tem criança em casa: a Meta indica os visores Quest a partir de 10 anos, e o humor sem violência faz de Sushi Ben uma boa porta de entrada para a família jogar em turnos.

Antes de comprar, confira na página da loja os idiomas de legenda: as tarefas se entendem pelos ícones, mas as piadas dos quadrinhos dependem do texto.

O espaço pede pouco. A pesca e a garra cabem num tapete, e um banquinho resolve as sessões longas para quem prefere jogar sentado.

No PC, a Steam aceita os visores mais comuns do mercado, e o jogo roda com folga em máquinas modestas, porque o traço de anime pesa menos que gráficos realistas; no Quest, roda direto no visor, sem cabo nem computador.

Pescar primeiro e lotar o balcão com calma, ou correr para o fliperama e deixar o restaurante para depois da máquina de garra. Os dois caminhos estão descritos acima: por qual deles você começa a salvar o restaurante de Ben?

★ RARO

🔒

EDIÇÃO SELADA

Quem leu até aqui tem mais um achado desta edição atrás do lacre.

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Quiz da edição

No estudo de 2012 de Norton, Mochon e Ariely, quanto a mais os voluntários aceitaram pagar pela caixa da IKEA que eles mesmos montaram?

A23% a mais
B41% a mais
C63% a mais
D82% a mais

Veja o ranking de quem mais acerta →

 
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