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Starship Home faz da sua sala a cabine de uma nave

Cuidar de um jardim de outro planeta nas paredes de casa e ver a nave avançar a cada folha nova.

Planta alienígena brotando na parede de uma sala.

A parede da sala vira jardim

▼
 

Em 1984, o pesquisador Roger Ulrich publicou na revista Science um levantamento com pacientes operados da vesícula num hospital da Pensilvânia. Quem se recuperou num quarto com janela para árvores recebeu alta quase um dia antes de quem olhava para uma parede de tijolo.

Os dois grupos eram parecidos em idade, peso e tipo de cirurgia; a diferença estava na vista. Os pacientes das árvores também pediram menos analgésico forte e receberam menos anotações negativas da enfermagem.

Ulrich mediu o efeito de uma janela verde sobre um corpo cansado, sem remédio novo e sem cirurgia diferente. Agora imagine abrir essa janela em qualquer parede do apartamento, com plantas que nenhum jardim da Terra conhece.

Ponha o visor e olhe em volta. O sofá continua onde estava, a estante também, e o tapete ainda guarda a mancha de café do domingo. A luz do abajur bate no mesmo canto de sempre, e o controle remoto segue esquecido no braço da poltrona. Só a parede da televisão mudou: no lugar dela surge um painel de comando e, atrás dele, o espaço escuro cheio de estrelas.

Você caminha até a parede lateral e encontra um broto roxo crescendo na tinta. As folhas se mexem quando a mão chega perto, e a planta pede água, luz e atenção. Você aproxima a palma, e o broto vira na direção dela, como girassol procurando o sol da tarde.

Na janela grande, um planeta se aproxima devagar. A sua sala virou a cabine de uma nave, e a viagem avança conforme o jardim da parede cresce.

O jogo se chama Starship Home. Ele não tira você de casa: traz o espaço sideral até o seu tapete. E o cérebro, que reconhece cada móvel, aceita a nave como lar sem pedir explicação.

Quem construiu essa nave, por que a sala fica mais interessante com ela e quanto custa embarcar estão nas três partes abaixo, a começar pelo estúdio e pela primeira semente.

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I  O Jogo do Dia

Uma nave do tamanho da sala

Starship Home é um jogo de realidade mista (o visor mostra a sala real e desenha a nave por cima dela) do estúdio Creature, lançado em 2024 para os visores Meta Quest 3 e Quest 3S.

A Creature é um estúdio pequeno, dedicado a experiências para visor. Starship Home nasceu pensado para a realidade mista desde o primeiro esboço: a casa do jogador é o cenário, sem mundo inventado para substituir.

Na primeira partida, o visor faz o mapeamento da sala (a varredura em que as câmeras medem paredes, chão e móveis). Com esse mapa, o jogo sabe onde a parede termina, onde o sofá começa e por onde você pode andar.

Terminada a varredura, uma das paredes vira a frente da nave. Aparecem painéis, alavancas e uma janela panorâmica para o espaço, enquanto o resto do cômodo segue visível do jeito que você deixou de manhã.

O coração da experiência é o jardim. Plantas alienígenas brotam presas às paredes reais, e você cuida delas com as mãos: rega, ilumina, apara e observa como cada uma reage.

As espécies têm temperamento próprio. Algumas se abrem quando recebem luz, outras se encolhem ao toque, e o crescimento delas alimenta a jornada da nave entre um planeta e o próximo.

Em Starship Home, a parede que você vê todo dia vira terra fértil, e o cuidado das suas mãos move a nave.

A interação acontece no ar, sem botão escondido: apontar, segurar, soltar. O regador, a lâmpada e as sementes existem só dentro do visor, mas o gesto é o mesmo de quem cuida de um vaso na varanda.

Pela janela panorâmica, a nave visita mundos diferentes. A paisagem lá fora muda de cor e de forma, e a mudança dá ao jardim da sala um motivo para crescer.

A história é leve e serve de trilho para a jornada. O interesse mora no jardim: ver uma muda que cabia na palma da mão ocupar meio metro de parede depois de algumas visitas.

Ninguém atira em ninguém, e nenhum cronômetro apressa a regada. O ritmo é de estufa, e quem chega cansado do trabalho encontra uma tarefa calma para as mãos.

A exigência do visor tem motivo técnico. O Quest 3 e o Quest 3S filmam a sala em cores com câmeras de boa definição, e o jogo depende dessa imagem nítida para colar as plantas na tinta sem tremer.

O Quest 2, mais antigo, mostra a sala em preto e branco granulado. Sobre essa imagem, o jardim pareceria um adesivo mal colado, e a ilusão da nave não se sustentaria. O estúdio então limitou o jogo aos dois modelos novos.

 
 

II  Por Que Vale a Noite

O jardim cresce na parede de casa

Vale a sessão porque o jogo transforma o cômodo mais conhecido da casa num lugar capaz de surpreender, e o cuidado com as plantas devolve calma em troca de atenção.

“Se tens uma horta junto à biblioteca, nada te faltará”, escreveu o orador romano Marco Túlio Cícero numa carta ao amigo Varrão, no ano 46 antes de Cristo.

Cícero juntava as duas fontes de sossego que conhecia: o livro e o canteiro. Starship Home troca a biblioteca pela sala de estar e o canteiro por uma parede, e mantém a mesma promessa de sossego.

O primeiro prazer é o espanto com o lugar conhecido. Mundos inventados impressionam, mas ver a própria estante virar parte de uma nave mexe mais, porque você sabe exatamente como aquela estante era antes do visor.

O segundo prazer é o cuidado. Uma planta que murcha por falta de luz e se recupera depois da sua visita cria um vínculo pequeno e real, parecido com o de quem rega a samambaia da cozinha.

O terceiro é o corpo em movimento. Você anda pela sala, agacha para alcançar o broto perto do rodapé, estica o braço até o canto do teto, e a sessão termina com as pernas acordadas.

O quarto é o conforto do estômago. O chão real continua visível o tempo todo, e o cérebro, que confere a posição pelo piso real, raramente estranha o movimento.

O quinto é a sessão curta. Quinze minutos bastam para regar o jardim e ver a nave avançar, e o jogo se encaixa entre o jantar e o banho sem pedir a noite inteira.

Há também a ilustração do estudo de Ulrich em escala doméstica: quem passa o dia diante de telas e paredes lisas encontra, na mesma parede, folhas que respondem ao seu gesto.

A primeira ressalva é a luz. Em sala escura, as câmeras do visor perdem definição e a imagem do cômodo fica granulada; um abajur aceso resolve.

Outra ressalva mora no espaço. A varredura pede chão desimpedido, e quem joga num quarto apertado precisa afastar a cadeira e recolher o cesto de roupa.

A última diz respeito ao ritmo. Quem procura tiro, corrida ou chefão vai achar Starship Home lento demais, porque a recompensa chega na velocidade de uma muda.

Superadas as três, fica a cena que justifica o visor: você no tapete da sala, com o regador invisível na mão, vendo uma flor roxa se abrir na parede da televisão enquanto um planeta passa pela janela.

 

Quem banca a edição de hoje

Blu Dot surpasses 2,000% ROAS with self-serve CTV ads

Home furniture brand Blu Dot blew up on CTV with help from Roku Ads Manager. Here’s how:

After a test campaign reached 211,000 households and achieved 1,010% ROAS, the brand went all in to promote its annual sales event. It removed age and income constraints to expand reach and shifted budget to custom audiences and retargeting, where intent was strongest.

The results speak for themselves. As Blu Dot increased their investment by 10x, ROAS jumped to 2,308% and more page-view conversions surpassed 50,000.

“For CTV campaigns, Roku has been a top performer,” said Claire Folkestad, Paid Media Strategist, Blu Dot. “Comping to our other platforms, we have seen really strong ROAS… and highly efficient CPMs, lower than any other CTV partner we've worked with.”

Using Roku Ads Manager, the campaign moved from a pilot to a permanent performance engine for the brand.

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III  Preço e Duração

O visor certo e o chão livre

Na loja: Meta Quest Store.

No estúdio: Creature.

No lançamento: 2024.

No aparelho: Quest 3 e Quest 3S.

No espaço: sala com chão livre.

1

Acenda uma luz da sala antes da varredura, para as câmeras lerem bem as paredes.

2

Recolha do chão tapete solto, brinquedo e fio de carregador.

3

Escolha como frente da nave a parede mais larga e sem quadros.

4

Volte ao jardim em visitas curtas: o jogo guarda o crescimento de cada planta.

A compra é única, sem assinatura mensal. O valor em dólar aparece na página do jogo na Meta Quest Store e oscila com as promoções da loja; no cartão brasileiro, o preço final segue o câmbio do dia mais o IOF.

A duração acompanha o seu capricho. A jornada principal se completa em algumas noites, e o jardim convida a voltar depois, só pelo gosto de ver as plantas tomarem a parede.

O visor custa bem mais que o jogo. O Quest 3S de 128 GB sai por US$ 299 nas lojas americanas, e o Quest 3 custa mais. Sem venda oficial da Meta no Brasil, a importação paga imposto federal de 60% e o ICMS estadual.

Para crianças, a idade mínima indicada pela Meta para a linha Quest é 10 anos. O jogo não tem violência, e uma criança dessa idade consegue regar o jardim sem ajuda.

Os textos do jogo merecem uma conferida. A página da loja lista os idiomas disponíveis, e quem não lê inglês com folga deve checar a lista antes de pagar.

O espaço pede um pouco mais que um jogo sentado: dois metros livres em volta de você bastam para andar até as paredes sem esbarrar no sofá.

Quem tem o Quest 2 ou o Quest Pro precisa conferir a compatibilidade na página da loja antes de comprar, porque o jogo foi anunciado para o Quest 3 e o Quest 3S.

Escolher a parede da televisão, a maior da sala, para ganhar a janela panorâmica mais larga, ou a parede da estante, onde as plantas crescem rente aos livros reais. As duas montagens estão descritas acima: qual parede vira a frente da sua nave?

 
 
Quiz da edição

Segundo a edição, por que Starship Home não roda no Meta Quest 2?

APorque o Quest 2 não tem memória suficiente para carregar o mapeamento da sala
BPorque o Quest 2 não oferece controle por gestos das mãos, só por joystick
CPorque as câmeras do Quest 2 mostram a sala em preto e branco granulado, e o jardim pareceria mal colado à parede
DPorque o Quest 2 não foi homologado pela Meta Quest Store para jogos de realidade mista

Veja o ranking de quem mais acerta →

 
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