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Um estúdio que começou sozinho fez o jogo que não sabe terminar.
Blade & Sorcery: Nomad chegou à loja da Quest em 4 de novembro de 2021, por US$ 19,99, assinado pela WarpFrog, estúdio que nasceu de um desenvolvedor solo conhecido pelo apelido KospY. A versão de computador já existia desde 11 de dezembro de 2018, em acesso antecipado no Steam.
Nomad não é o mesmo jogo com resolução menor. É uma reconstrução feita pro processador do aparelho sem fio, com menos inimigos ao mesmo tempo na arena, mapas menores e geometria mais simples.
O que a versão sem fio manteve inteiro foi o motor, a razão de o jogo existir. Cada arma tem massa, e a pancada só machuca se a lâmina chegar com velocidade e no ângulo certo.
O inimigo não tem animação de levar golpe. Ele é um boneco de física em pé, equilibrado por músculos simulados, e perde o equilíbrio quando o peso da pancada passa do que ele aguenta segurar.
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O golpe não é uma animação. É um peso que você carrega, joga e às vezes perde no meio do movimento.
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A consequência aparece na primeira luta. Dá pra desarmar segurando o pulso do sujeito, empurrar ele de um parapeito ou prender a arma dele contra a parede, sem botão dedicado pra nenhum desses gestos.
A parede de armas do modo livre é o menu de verdade. Espada curta, machado, lança, martelo, arco e besta, cada uma pedindo um gesto diferente do braço em vez de um botão.
O arco é o teste da casa. Uma mão segura a madeira, a outra puxa a corda, e as três primeiras flechas erram porque nada apoia o cotovelo no ar.
A magia entra em três escolas: raio, fogo e gravidade. A de gravidade é a que muda a sala inteira, porque ela levanta o inimigo do chão e devolve o corpo dele onde a sua mão mandar.
Sem campanha, o jogo se organiza em modos. O modo livre é a arena limpa, com o menu de inimigos preso na sua mão e ondas que só param quando você decide que pararam.
O modo masmorra monta corredores por peças e transforma a sessão numa sequência de salas, com o inimigo aparecendo antes de você enxergar a próxima porta.
A progressão chegou depois, na atualização U13, com o modo de caça aos cristais: dinheiro, vendedor e armas que precisam ser achadas em vez de escolhidas no menu. Continua sem final e sem crédito subindo na tela.
O acervo de modificações é a peça que faz o jogo não terminar. O navegador de mods fica dentro do próprio jogo, ligado ao mod.io, e instalar uma arma nova leva dois toques sem tirar o aparelho da cabeça.
A compatibilidade é curta: roda no Quest 2, no Quest 3, no Quest 3S e no Quest Pro. O Quest 1 nunca recebeu a versão, porque o processador dele não segurava a física.
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