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Na loja: o jogo base sai por US$ 29,99 na Meta Horizon Store e pelo mesmo valor no Steam. Vem com a trilha assinada pelo estúdio, distribuída em coletâneas que entram de graça nas atualizações, e ela basta pra muita gente.
No cartão: os pacotes de artista conhecido são vendidos separados, entre US$ 9,99 e US$ 12,99 cada, e a faixa avulsa custa US$ 1,99. O catálogo pago já passou de vinte pacotes, de Queen e Linkin Park a Lady Gaga e Fall Out Boy.
No relógio: não existe fim. A campanha é curta e o resto é lista de música, então a duração vira quantas faixas você quer refazer pra subir a nota, e a sessão típica fica entre vinte e quarenta minutos.
A conta em reais muda o tamanho da coisa. Com o dólar em R$ 5,10 e os 3,5% de IOF na fatura, o jogo base chega perto de R$ 158, e cada pacote de US$ 12,99 sai por volta de R$ 69.
Cinco pacotes custam mais que o dobro do jogo: perto de R$ 345 contra os R$ 158 da entrada. Quem compra a faixa avulsa por impulso paga R$ 10,50 por música e só percebe o acúmulo quando a fatura fecha.
A saída existe e depende do aparelho. No computador o jogo aceita modificação, e o acervo gratuito de mapas feitos por jogadores passa de cem mil músicas, instaladas por um programa de duas telas.
No Quest, a porta é fechada. Não existe suporte oficial a música de fora, e o caminho por fora quebra a cada atualização do jogo, então quem só tem o aparelho sem fio paga a trilha na loja mesmo.
A compra também não atravessa loja. Pacote comprado na conta da Meta aparece no Quest e no óculos ligado ao computador pela mesma conta, mas não aparece no Steam, e a versão de PlayStation tem catálogo próprio.
O maior número da fatura continua sendo o aparelho. Um Quest 3S de 128 GB tem etiqueta de US$ 299 nos Estados Unidos, e a Meta não vende oficialmente no Brasil, então a importação cobra 60% de imposto federal mais o ICMS do estado.
Duas ressalvas fecham a conta. A primeira é o ombro. Braço suspenso cortando em ritmo por meia hora na estreia cobra o preço no dia seguinte, e a dificuldade Expert puxa o corpo antes de puxar a cabeça.
A segunda é a vitrine. O jogo mostra o pacote pago dentro da própria tela de seleção de música, ao lado das faixas que você já tem, e a vontade de comprar chega no meio da sessão, não na hora de abrir a loja.
A etiqueta do Beat Saber não mente, ela só é a menor parte da despesa: o jogo custa uma vez, a trilha custa toda vez que uma música nova entra na loja.
"Quantas músicas pagas você compraria pra jogar as que já sabe cantar de cor?"
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